Pressionada pela queda no preço de diversas commodities e pelo aumento das importações, a balança comercial do país registrou o superávit mais baixo para meses de junho em seis anos. Em junho de 2025, o superávit foi de US$ 5,889 bilhões, uma redução de 6,9% em comparação com o mesmo mês de 2024. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) na última sexta-feira (4).
O superávit acumulado nos seis primeiros meses de 2025 é de US$ 30,092 bilhões, uma queda de 27,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Este é o pior resultado para o período desde 2020, quando o superávit foi de US$ 22,295 bilhões. A queda foi influenciada por um déficit de US$ 471,6 milhões em fevereiro, devido à importação de uma plataforma de petróleo.
As exportações em junho totalizaram US$ 29,147 bilhões, um aumento de 1,4% em relação a junho de 2024, sendo o terceiro maior valor histórico. No entanto, as importações cresceram ainda mais, alcançando US$ 23,257 bilhões, alta de 3,8%, o que representa o segundo maior valor histórico para o mês. A quantidade exportada subiu 6,1%, mas os preços médios caíram 4,3%, refletindo a desvalorização das commodities.
A soja, principal produto de exportação, teve uma queda de 12,5% em relação a junho de 2024, com os preços médios caindo 9% e o volume vendido diminuindo 3,9%. O milho também registrou uma queda significativa de 56,6%, apesar do aumento de 29,7% no preço médio. As exportações de petróleo e minério de ferro também diminuíram, enquanto produtos como café e carne bovina ajudaram a sustentar a balança com aumentos nos preços.

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