Em Luziânia, Goiás, o prefeito Diego Sorgatto tem usado as redes sociais para se vangloriar de uma suposta conquista municipal: a chegada de 10 novos caminhões para a coleta de lixo, anunciados como uma transformação na limpeza urbana com maior frequência e cobertura total nos bairros. No Instagram, ele destacou o “trabalho, compromisso e cuidado” com a cidade, posicionando o fato como uma vitória da administração pública. No entanto, essa narrativa ignora um detalhe crucial: os veículos pertencem à Quebec, uma empresa privada contratada pelo município, que recebe milhões em recursos públicos para prestar o serviço. Essa apropriação de méritos alheios levanta questionamentos sobre a transparência e a honestidade na comunicação política, especialmente quando o dinheiro dos contribuintes financia a operação.
A crítica se aprofunda ao observar que, enquanto a Quebec investe em frota nova para melhorar a agilidade e eficiência, o prefeito posa ao lado dos caminhões em frente à prefeitura, como se o mérito fosse exclusivamente governamental. Essa tática não é nova em cenários políticos, mas em tempos de escrutínio público, ela soa como uma tentativa de maquiar a dependência de contratos privados com verbas municipais. Para os moradores de Luziânia, que esperam serviços públicos eficazes, fica a dúvida: até que ponto essa propaganda reflete um compromisso real ou apenas uma estratégia para colher louros sem o devido crédito à empresa responsável?
Em essência, o episódio expõe uma falha recorrente na gestão pública brasileira, onde conquistas de terceiros são exploradas para fins eleitoreiros, desvirtuando o foco do que realmente importa: a melhoria efetiva na qualidade de vida da população.

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