A declaração do governador Ronaldo Caiado de que “não há crime em Goiás” soa como uma piada de mau gosto diante dos dados alarmantes do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O relatório aponta que três cidades goianas figuram entre as 20 com os maiores índices de estupros no Brasil, expondo uma realidade sombria que contrasta brutalmente com o otimismo oficial. Essa negação não só ignora o sofrimento das vítimas, mas também reflete uma desconexão perigosa entre o discurso político e a insegurança cotidiana enfrentada pela população.
É inaceitável que lideranças minimizem estatísticas tão graves, especialmente quando elas revelam falhas sistêmicas na segurança pública. Em Goiás, onde o governador se gaba de uma suposta paz, os números do anuário escancaram uma epidemia de violência sexual que demanda ações urgentes, não retórica vazia. Essa contradição não apenas erode a confiança pública, mas perpetua um ciclo de impunidade que vitimiza ainda mais os cidadãos, tornando evidente a necessidade de uma abordagem mais honesta e eficaz contra o crime.

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