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Tarifas dos EUA sufocam agro do Tocantins em retaliação política a Bolsonaro

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A imposição de uma tarifa de 50% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, motivada por retaliação ao processo judicial envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, representa um golpe devastador para o setor agropecuário do Tocantins, expondo a fragilidade da economia local diante de caprichos geopolíticos. O governador Wanderlei Barbosa, em desespero, correu a Brasília para se reunir com o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, implorando por apoio na busca de novos mercados, já que a carne bovina – que responde por 60% das exportações tocantinenses aos EUA, totalizando US$ 25 milhões só no primeiro semestre de 2025 – se torna inviável com essa alíquota punitiva. Essa medida não só ameaça empregos e renda no estado, mas revela como decisões políticas externas podem arruinar anos de esforço produtivo, sem que o governo federal pareça preparado para uma resposta robusta.

Enquanto o ministro Fávaro alardeia avanços em exportações para países como México, Coreia do Sul e Japão, que supostamente representam 30% das vendas brasileiras, a realidade é que essas alternativas soam como paliativos insuficientes para compensar as perdas imediatas no Tocantins. A negociação por isenções para produtos como carne bovina, pescado e café é vista com ceticismo, pois depende de pressões internas nos EUA contra a inflação, mas ignora o dano já causado aos produtores locais. Pior ainda, a ênfase em investimentos em rastreabilidade e sustentabilidade, como chips para o rebanho, impõe custos adicionais aos pecuaristas em um momento de crise, destacando como exigências ambientais globais agravam a vulnerabilidade de regiões como o Tocantins.

Representantes do setor, como o presidente do Sindicarnes, Oswaldo Stival Júnior, clamam por inclusão em novas parcerias e compensações fiscais, mas isso parece mais um pedido de socorro do que uma estratégia sólida, revelando a dependência excessiva do agro brasileiro de mercados instáveis. No fundo, essa tarifa expõe as falhas na diplomacia econômica do Brasil, deixando estados periféricos como o Tocantins à mercê de retaliações políticas que priorizam vinganças sobre parcerias comerciais, e urge uma ação mais agressiva do governo federal para evitar um colapso maior.

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