sábado , 31 outubro 2026
Início Opinião Governo Lula reage ao tarifaço de Trump com medidas que parecem insuficientes para o caos econômico
Opinião

Governo Lula reage ao tarifaço de Trump com medidas que parecem insuficientes para o caos econômico

156

O anúncio de hoje pelo governo brasileiro de um pacote de medidas contra o tarifaço imposto por Donald Trump revela o quão vulnerável está a economia nacional diante de decisões unilaterais dos Estados Unidos. Com tarifas de 50% sobre produtos como aço, alumínio, etanol e itens agrícolas, o Brasil enfrenta uma ameaça direta a suas exportações, e a resposta de Lula, incluindo uma linha de crédito de R$ 30 bilhões via medida provisória, soa mais como um remédio paliativo do que uma solução robusta. A presença do presidente, do vice Geraldo Alckmin e de empresários no Palácio do Planalto não mascara o fato de que pequenas empresas, as mais afetadas, correm risco de colapso, com empregos em jogo, enquanto o governo admite que pode precisar aumentar o valor – um sinal claro de improvisação em meio ao pânico.

Pior ainda, as alterações no Fundo de Garantia à Exportação e o apelo à OMC para contestar as tarifas destacam a passividade inicial do Brasil, que agora busca diversificar mercados para China e Índia, mas ignora o custo imediato dessa transição. Lula critica Trump e promete preservar empregos, mas suas palavras sobre não fazer “bravata” e medir consequências soam como hesitação diplomática, especialmente após o cancelamento de uma reunião com o secretário de Tesouro dos EUA. A pesquisa da Ipsos-Ipec mostra que 75% dos brasileiros veem o tarifaço como político, com a imagem dos EUA em queda livre, o que agrava a polarização interna e expõe como políticas externas de Trump estão semeando instabilidade global, deixando o Brasil refém de negociações incertas.

Enquanto isso, o ministro Fernando Haddad declara que a bola está com os americanos, mas essa postura reativa não inspira confiança, ainda mais com o tarifaço já elevando preços internos nos EUA – ironia que Lula destaca, mas que não alivia o sofrimento dos exportadores brasileiros. A rejeição de 47% à ideia de distanciamento comercial reflete o ceticismo público, e priorizar parcerias com China e UE, apoiado por 68%, parece uma fuga desesperada de uma relação tóxica com Washington, que prioriza brigas em vez de diálogo, como criticou Rui Costa. No fim, essas medidas podem mitigar danos, mas não revertem o retrocesso imposto por Trump, ameaçando o futuro econômico do país.

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Notícias relacionadas

CidadesOpiniãoPolítica

Mutirão da Prefeitura de Goiânia revela precariedade crônica no Residencial Buena Vista

A Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Políticas Públicas para...

Adson Batista - Presidente - Atlético Goianiense (Foto - Raphael Teixeira)
OpiniãoPolítica

Presidente do Atlético-GO defende fim gradual das bets e respeito a contratos vigentes

O presidente do Atlético-GO, Adson Batista, reafirmou sua posição contrária às casas...

CidadesOpinião

Prefeitura de Goiânia promove formação com Centro Lemann em meio a crises na educação

A Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Educação, realizou...

CidadesOpiniãoPolítica

Prefeitura de Goiânia convoca 129 aprovados no concurso de 2022 após quatro anos

A Prefeitura de Goiânia convocou 129 aprovados no concurso público de 2022,...