Parlamentares da oposição criticaram duramente a PEC que elimina a escala 6×1 e reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas no Brasil. A proposta, fruto de acordo entre o governo e lideranças da Câmara, enfrenta resistência por supostos aumentos de custos para empresas e trabalhadores. A sessão de votação na Comissão Especial estava prevista para a última quarta-feira, 27/05/2026, com transição gradual para o novo regime em até 14 meses após a promulgação.
Argumentos contrários à redução da jornada
Deputadas e deputados da oposição destacaram preocupações com o impacto econômico da medida. Júlia Zanatta (PL-SC) e Gilson Marques (Novo-SC) alertaram que o aumento de custos pode recair sobre a população de menor renda. Eles defenderam que negociações coletivas seriam mais adequadas que imposição legal.
É óbvio que estamos preocupados com a qualidade de vida do trabalhador, mas é óbvio que estamos preocupados também se o custo que vai aumentar na mão de obra não vai recair sobre aquele povo já tão sofrido que reclama que o dinheiro dele não dá para nada
Júlia Zanatta
Gilson Marques completou que o Estado representa o principal obstáculo ao bem-estar do cidadão.
Defesa da proposta e próximos passos
Parlamentares favoráveis, como Helder Salomão (PT-ES), ressaltaram os ganhos em qualidade de vida, saúde mental e produtividade. Erika Hilton (Psol-SP) acusou a oposição de tentar atrasar o processo com críticas tardias. A Comissão Especial da Câmara deve concluir a análise antes da votação em plenário.
