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Especialistas pedem proibição de aditivos em cigarros eletrônicos pela Anvisa

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© Tânia Rêgo/Agência Brasil
© Tânia Rêgo/Agência Brasil

No dia 28 de maio de 2026, especialistas e autoridades da saúde pública se reuniram para discutir os desafios do tabagismo entre adolescentes e jovens no Brasil, em alusão ao Dia Mundial sem Tabaco. O encontro abordou o uso de aromatizantes e dispositivos eletrônicos que facilitam a iniciação ao fumo, além de defender a proibição de aditivos pela Anvisa. Debates, apresentações de dados da Opas e do INCA e análises sobre regulamentações marcaram o evento, que contou com a participação de representantes do Ministério da Saúde e pesquisadores.

Impacto dos dispositivos eletrônicos na iniciação ao tabaco

Os participantes destacaram que não existe dispositivo eletrônico para fumar seguro, especialmente para adolescentes e adultos jovens em fase de construção de identidade e experimentação. Suyanne Camille Caldeira Monteiro, coordenadora do Ministério da Saúde, enfatizou a vulnerabilidade dessa faixa etária diante da exposição nas redes sociais. Os dados apresentados mostram que a indústria fumageira utiliza sabores e tecnologias para atrair novos consumidores, aumentando a dependência de nicotina entre as futuras gerações.

Estratégias da indústria e necessidade de regulamentação

Roberto Gil, diretor-geral do INCA, alertou para a desinformação persistente sobre produtos que matam metade dos usuários. Vera Luiza da Costa e Silva, secretária-executiva da Comissão Nacional para a Implementação da Convenção-Quadro da OMS, descreveu o transicionamento dos cigarros tradicionais para nicotina sintética e sais de nicotina, que ampliam a atratividade para jovens. André Szklo, pesquisador do INCA, reforçou que há viabilidade logística e de produção para cigarros sem aromas, mas falta interesse mercadológico das indústrias.

Me impressiona a desinformação que a gente ainda tem, porque um produto que mata um em cada dois usuários, isso não é um produto que podia existir

Roberto Gil

O evento reforçou a urgência de ações regulatórias para proteger a saúde pública e reduzir o alcance da indústria da nicotina entre os mais jovens.

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