O Ministério da Saúde anunciou que, a partir de 3 de agosto de 2026, o Sistema Único de Saúde voltará a oferecer o esquema completo de cinco doses da vacina injetável contra a poliomielite para crianças menores de 5 anos em todo o Brasil. A decisão, comunicada na semana anterior, retoma o padrão recomendado pela Organização Mundial da Saúde e substitui o uso exclusivo da vacina oral. O objetivo é garantir proteção elevada diante de riscos globais de surtos.
Esquema completo de doses
O calendário prevê três doses primárias aplicadas aos 2, 4 e 6 meses de idade, além de duas doses de reforço aos 15 meses e aos 4 anos. Todas as aplicações serão realizadas com a vacina injetável inativada. Pais e responsáveis de crianças que ainda não completaram as cinco doses devem procurar o posto de saúde mais próximo para regularizar a situação.
Importância da proteção contínua
A pólio permanece controlada no Brasil, porém surtos localizados em outras regiões do mundo aumentam o risco de reintrodução do vírus no país. A mudança para a vacina injetável também elimina a possibilidade de mutações raras associadas ao vírus atenuado presente na versão oral. Especialistas do Programa Nacional de Imunizações, da Câmara Técnica Assessora em Imunizações e da Sociedade Brasileira de Imunizações participaram da definição da estratégia.
A pólio está controlada entre nós. No entanto, a situação mundial vem apresentando surtos localizados que preocupam e aumentam o risco de chegar ao país. Então é melhor manter o esquema de dois reforços. Este é o padrão da Organização Mundial de Saúde
Isabela Ballalai
A recomendação reforça a necessidade de manter altas coberturas vacinais para preservar a eliminação da doença no território nacional. Profissionais de saúde orientam que o comparecimento oportuno às unidades básicas é essencial para que todas as crianças alcancem o esquema completo até os 4 anos de idade.
