Os primeiros casos humanos de febre do Nilo Ocidental foram confirmados no estado de São Paulo, com registros de uma mulher de 34 anos em Ribeirão Preto e uma adolescente de 18 anos em São José do Rio Preto. Esses diagnósticos representam os iniciais no território paulista e se somam a notificações em Santa Catarina e um caso provável no Piauí. O Ministério da Saúde e as vigilâncias estaduais investigam as infecções para identificar os locais de transmissão e orientar as medidas necessárias.
Transmissão e quadro clínico
A infecção é causada por um arbovírus transmitido pela picada de mosquitos do gênero Culex após esses insetos se alimentarem de aves infectadas, que atuam como principais reservatórios. A maioria dos pacientes apresenta sintomas leves, semelhantes aos de dengue ou zika, enquanto menos de 1% dos casos evolui para formas graves. Equipes municipais e estaduais continuam o trabalho de investigação para mapear a origem provável das infecções.
Posicionamento das autoridades
Não há motivo para preocupação, mas é preciso mapear os casos e manter vigilância às aves e locais com mortalidade de aves fora do normal. Vamos aguardar os estudos e resultados, mas sabendo que não é só entrar em contato com aves que você vai pegar a doença.
Álvaro Furtado da Costa
O infectologista Álvaro Furtado da Costa, do Hospital das Clínicas da USP, reforça que os mosquitos transmitem o vírus após picar aves infectadas e que os sintomas se assemelham aos de outras arboviroses. Ele destaca ainda a ausência de estudos para uma vacina específica, dada a baixa incidência mundial da doença.
Vigilância e recomendações
As equipes municipais e estaduais seguem atuando na investigação dos casos para identificar o local provável de infecção e orientar as medidas de prevenção.
Tatiana Lang D’Agostini
A diretora do CVE-SP, Tatiana Lang D’Agostini, confirma que as ações de monitoramento prosseguem para conter possíveis focos. As autoridades recomendam atenção a sinais de mortalidade anormal em aves e a adoção de proteção contra picadas de mosquitos em áreas de risco.
