A Bienal do Rio, um dos principais eventos literários do Brasil, encerrou sua edição de 2025 neste domingo (22) em meio a polêmicas. Realizada no Riocentro, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, o evento, que começou na sexta-feira passada (23), foi marcado por protestos contra a presença de figuras controversas e pela falta de diversidade na programação.
Na programação de despedida, uma mesa de debate às 10h no Auditório Ziraldo destacou-se negativamente. O Secretário de Formação Cultural, Livro e Leitura do Ministério da Cultura, Fabiano dos Santos, foi acusado de negligenciar a inclusão de minorias na reconstrução do Plano Nacional de Livro e Leitura, gerando insatisfação entre os participantes.
Às 12h, no espaço Café Literário Polén, Marcelo Rubens Paiva, Murilo Hauser e Heitor Lorega discutiram a adaptação do livro “Ainda Estou Aqui” para o cinema. No entanto, a sessão foi ofuscada por críticas ao tratamento superficial dado às questões políticas e sociais da Ditadura Militar, descontentando muitos espectadores.
O evento encerrou com a Academia Brasileira de Letras às 18h, onde imortais como Ana Maria Machado, Rosiska Darcy e Ruy Castro participaram. A sessão foi vista por alguns como elitista, reforçando a exclusão de vozes emergentes e marginalizadas na literatura brasileira.

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