Os beneficiários do Bolsa Família com Número de Inscrição Social (NIS) final 6 recebem nesta terça-feira (24) a parcela de junho, com um valor médio de R$ 666,01. No entanto, o aumento do valor do benefício esconde um custo maior para o governo, que agora gasta R$ 13,63 bilhões para alcançar 20,49 milhões de famílias.
Além do valor base, há três adicionais que aumentam o custo do programa. O Benefício Variável Familiar Nutriz, que paga R$ 50 por seis meses a mães de bebês até seis meses, e os acréscimos de R$ 50 para famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos, e de R$ 150 para crianças até 6 anos, elevam significativamente a despesa pública.
Em 30 cidades, o pagamento foi antecipado para o dia 16, afetando moradores de seis estados devido a chuvas, estiagens ou vulnerabilidade de povos indígenas. Isso mostra a fragilidade das condições de vida em várias regiões do país, onde a dependência do Bolsa Família se torna ainda mais crítica.
A partir deste mês, a regra de proteção foi alterada, reduzindo o tempo de recebimento de metade do benefício de dois para um ano para novos beneficiários. Isso pode aumentar a insegurança financeira para famílias que conseguem emprego, refletindo uma política que parece penalizar a mobilidade social ascendente.

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