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Bolsa Família reduz mortalidade materna e infantil, aponta estudo da Fiocruz

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© Arquivo/MDS
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Pesquisadores do Cidacs/Fiocruz Bahia demonstram que o programa Bolsa Família está associado à redução da mortalidade materna e infantil, além da queda na incidência de doenças infecciosas e internações por transtornos mentais entre beneficiários. Os resultados, obtidos a partir de análises de dados do CadÚnico cruzados com registros de nascimentos, hospitalizações e óbitos, foram apresentados nesta semana durante webinar realizado em junho de 2026. O estudo abrange a última década e reforça o papel das transferências de renda na promoção da saúde da população vulnerável no Brasil.

Impactos observados na saúde da população

A análise revela que o Bolsa Família contribui para menores índices de mortalidade infantil e materna, além de diminuir casos de doenças infecciosas. Os dados indicam ainda redução nas internações motivadas por transtornos mentais entre os beneficiários. Essas associações foram identificadas por meio de metodologias inovadoras que cruzam informações nacionais do CadÚnico com registros hospitalares e de notificações de doenças.

Metodologia e abrangência nacional

Os pesquisadores, incluindo Mauricio Barreto, utilizaram dados de todo o território brasileiro para avaliar os efeitos da transferência de renda. O trabalho destaca que o combate à pobreza funciona como estratégia efetiva de promoção da saúde quando combinado com o Sistema Único de Saúde. Os achados reforçam a importância de políticas integradas para proteger grupos em situação de vulnerabilidade social.

Integração entre proteção social e saúde

Os resultados apresentados confirmam que programas como o Bolsa Família ampliam o acesso a condições básicas que impactam diretamente a saúde. A existência do Sistema Único de Saúde é fundamental para proteger e atender às necessidades da população, mas quando ele atua em conjunto com um programa robusto de proteção social, como o Bolsa Família, torna-se possível reduzir os efeitos dos principais determinantes sociais que afetam negativamente a saúde.

A existência do Sistema Único de Saúde é fundamental para proteger e atender às necessidades da população, mas quando ele atua em conjunto com um programa robusto de proteção social, como o Bolsa Família, torna-se possível reduzir os efeitos dos principais determinantes sociais que afetam negativamente a saúde.

Mauricio Barreto

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