O governo brasileiro participará da 7ª edição da Semana de Ação Climática de Londres, que ocorre de 21 a 29 de junho, reunindo 45 mil pessoas em 700 eventos na capital do Reino Unido. Este evento, um dos principais sobre clima na Europa, expõe a ineficácia global no combate à crise climática, causada principalmente pela queima de combustíveis fósseis.
Os objetivos do encontro incluem preparar para a COP30, em Belém (PA), em novembro, mas a participação do Brasil parece mais uma tentativa desesperada de salvar a face diante de um cenário de fracasso. A crise climática já invade nossas vidas, atingindo desproporcionalmente os mais vulneráveis, como alertou Ana Toni, secretária nacional de mudança do clima, na Alemanha.
Na Alemanha, o Brasil apresentou uma carta com 30 objetivos para proteger o clima, mas a realidade é que a degradação ambiental continua a avançar. Representantes como André Aranha Corrêa do Lago e Tatiana Rosito estarão em Londres, mas será que isso realmente fará diferença?
A retirada dos EUA do Acordo de Paris após a eleição de Trump e o aumento contínuo das emissões de gases de efeito estufa mostram que estamos longe de controlar o aquecimento global. O ano de 2024 foi o mais quente em 175 anos, e desastres climáticos no Brasil aumentaram 250% em quatro anos, como a catástrofe no Rio Grande do Sul, evidenciando o fracasso das políticas climáticas atuais.

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