Boa parte da declaração final da 17ª Cúpula do BRICS, publicada no domingo (6), foi dedicada ao tema da paz e da guerra, com manifestações sobre os principais conflitos mundiais. Além da questão Palestina e do Irã, o BRICS se manifestou sobre as guerras na Ucrânia, no Líbano, no Sudão e sobre a instabilidade na Síria e no Norte da África.
O documento enfatiza a necessidade de medidas político-diplomáticas para reduzir conflitos, destacando a importância de enfrentar as causas profundas desses conflitos. Em relação à Ucrânia, invadida pela Rússia, um dos membros permanentes do BRICS, o documento menciona as posições nacionais dos países e pede uma saída negociada, apoiando iniciativas de mediação como a Iniciativa Africana de Paz.
Durante a abertura do evento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva relembrou a condenação do Brasil à invasão da Ucrânia, ressaltando a urgência de um diálogo direto para um cessar-fogo e paz duradoura. A declaração final do BRICS também condenou ataques ucranianos contra o território russo, expressando preocupação com o aumento dos gastos militares globais, que prejudicam o desenvolvimento dos países em desenvolvimento.

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