O assessor especial da Presidência da República, Celso Amorim, rejeitou a equiparação entre crime organizado e terrorismo durante o Fórum Internacional de Segurança em Moscou. As declarações ocorrem após os Estados Unidos classificarem organizações narcotraficantes brasileiras como terroristas, o que o governo brasileiro considera um pretexto para intervenções externas.
Amorim destacou que a cooperação internacional é bem-vinda em áreas como lavagem de dinheiro e contrabando de armas, desde que respeite a soberania nacional. O posicionamento brasileiro visa evitar que o combate ao narcotráfico sirva de justificativa para ações como as realizadas contra Cuba ou a invasão à Venezuela em janeiro de 2026.
Declarações em Moscou
O assessor enfatizou a necessidade de combater o crime organizado com energia e determinação, mas alertou que rotular essas atividades como terrorismo não contribui para soluções eficazes. Segundo ele, compreender as motivações por trás dessas organizações é fundamental para estratégias de longo prazo.
Rejeição à equiparação com terrorismo
Crime organizado é um mal que tem que ser combatido. Cooperação internacional é bem-vinda, especialmente em temas como lavagem de dinheiro e contrabando de armas. Pretexto para intervenção é inaceitável
Celso Amorim
O crime organizado deve ser combatido com a máxima energia e determinação. Equiparar o crime organizado ao terrorismo, no entanto, não ajuda. Compreender as motivações é essencial para a eficácia do combate a todos os tipos de crime
Celso Amorim
