A partir de abril de 2026, a área de formações rochosas raras conhecidas como “Chaminés de Fadas” em Campos Belos, no nordeste de Goiás, será aberta para visitação guiada pública. Essa iniciativa, resultado de mapeamentos realizados por pesquisadores brasileiros, visa permitir o acesso controlado a esse patrimônio natural enquanto preserva o meio ambiente. O local, situado em uma propriedade particular, receberá no máximo 40 visitantes por dia, com grupos limitados a seis pessoas cada.
Detalhes da visitação guiada
A visitação será conduzida de forma organizada, com duração de duas horas e um percurso de dois quilômetros. Para minimizar o impacto ambiental, os visitantes utilizarão passarelas específicas, evitando danos às formações rochosas únicas. Essa medida reflete o compromisso com a conservação, já que as “Chaminés de Fadas” são estruturas geológicas raras e frágeis, formadas ao longo de milhares de anos.
Papel dos pesquisadores e proprietário
Os pesquisadores Fabio Reis, da Unesp, Geovana Sanches, da UFG, e um terceiro especialista brasileiro lideraram o mapeamento da área, identificando a importância científica das formações. O proprietário particular da terra colaborou para tornar o local acessível ao público, sob condições estritas de preservação. Essa parceria entre academia e setor privado destaca a relevância de iniciativas conjuntas para o turismo sustentável em Goiás.
Motivações e medidas de proteção
A abertura atende à demanda por acesso público a sítios geológicos raros, após anos de estudos que mapearam as “Chaminés de Fadas”. O objetivo principal é equilibrar a educação e o lazer com a proteção ambiental, limitando o número de visitantes para evitar degradação. Especialistas enfatizam que qualquer remoção ou dano poderia ser irreversível, justificando as restrições impostas.
Se a gente tira uma rocha daquela, não se formará outra no local. Por isso, a visita precisa ser muito bem ordenada para não ter degradação.
Com essa abordagem, Campos Belos se posiciona como um destino emergente para ecoturismo no Brasil, promovendo a conscientização sobre patrimônios naturais. A expectativa é que a visitação guiada inspire mais pesquisas e conservação em regiões semelhantes, contribuindo para o desenvolvimento sustentável da área nordeste de Goiás em 2026.
