Estações de monitoramento Exoss registraram 196 meteoros na madrugada de 30 de julho de 2026 e 134 na madrugada seguinte durante o pico da chuva Delta Aquáridas do Sul. O astrônomo Marcelo De Cicco coordenou as observações realizadas nas unidades de Carnaubal, no Ceará, e Florianópolis, em Santa Catarina. O fenômeno pôde ser visto a olho nu em várias regiões do Brasil, mesmo com a presença da Lua cheia.
Registros das estações Exoss
As câmeras das estações captaram imagens nítidas dos meteoros que cruzaram o céu nas primeiras horas de 30 e 31 de julho de 2026. Os dados confirmam a intensidade do pico da chuva Delta Aquáridas do Sul naquele período. Marcelo De Cicco destacou a importância das redes de monitoramento para o estudo de eventos astronômicos recorrentes.
As estações operam de forma contínua e fornecem informações precisas sobre a trajetória e a frequência dos meteoros. Os números obtidos superam as expectativas iniciais para essa chuva anual.
Visibilidade em todo o Brasil
Apesar da Lua cheia, observadores relataram avistamentos em diferentes estados brasileiros. A claridade da Lua reduziu o contraste, mas não impediu a visualização dos meteoros mais brilhantes. O evento reforça o interesse público por fenômenos astronômicos acessíveis sem equipamentos especiais.
Origem do fenômeno anual
A Terra atravessa regiões do espaço com fragmentos de cometas e asteroides, o que gera as chuvas de meteoros anuais como a Delta Aquáridas do Sul. Esse processo natural ocorre todos os anos em datas previsíveis. As observações de 2026 contribuem para o entendimento da distribuição desses materiais no sistema solar.
