segunda-feira , 26 outubro 2026
Início Política Especialistas pedem proibição de aditivos em cigarros eletrônicos pela Anvisa
PolíticaSaúde

Especialistas pedem proibição de aditivos em cigarros eletrônicos pela Anvisa

79
© Tânia Rêgo/Agência Brasil
© Tânia Rêgo/Agência Brasil

No dia 28 de maio de 2026, especialistas e autoridades da saúde pública se reuniram para discutir os desafios do tabagismo entre adolescentes e jovens no Brasil, em alusão ao Dia Mundial sem Tabaco. O encontro abordou o uso de aromatizantes e dispositivos eletrônicos que facilitam a iniciação ao fumo, além de defender a proibição de aditivos pela Anvisa. Debates, apresentações de dados da Opas e do INCA e análises sobre regulamentações marcaram o evento, que contou com a participação de representantes do Ministério da Saúde e pesquisadores.

Impacto dos dispositivos eletrônicos na iniciação ao tabaco

Os participantes destacaram que não existe dispositivo eletrônico para fumar seguro, especialmente para adolescentes e adultos jovens em fase de construção de identidade e experimentação. Suyanne Camille Caldeira Monteiro, coordenadora do Ministério da Saúde, enfatizou a vulnerabilidade dessa faixa etária diante da exposição nas redes sociais. Os dados apresentados mostram que a indústria fumageira utiliza sabores e tecnologias para atrair novos consumidores, aumentando a dependência de nicotina entre as futuras gerações.

Estratégias da indústria e necessidade de regulamentação

Roberto Gil, diretor-geral do INCA, alertou para a desinformação persistente sobre produtos que matam metade dos usuários. Vera Luiza da Costa e Silva, secretária-executiva da Comissão Nacional para a Implementação da Convenção-Quadro da OMS, descreveu o transicionamento dos cigarros tradicionais para nicotina sintética e sais de nicotina, que ampliam a atratividade para jovens. André Szklo, pesquisador do INCA, reforçou que há viabilidade logística e de produção para cigarros sem aromas, mas falta interesse mercadológico das indústrias.

Me impressiona a desinformação que a gente ainda tem, porque um produto que mata um em cada dois usuários, isso não é um produto que podia existir

Roberto Gil

O evento reforçou a urgência de ações regulatórias para proteger a saúde pública e reduzir o alcance da indústria da nicotina entre os mais jovens.

Notícias relacionadas

CidadesOpiniãoPolítica

Mutirão da Prefeitura de Goiânia revela precariedade crônica no Residencial Buena Vista

A Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Políticas Públicas para...

© Jose Cruz/Agência Brasil
Política

CNBB nega envolvimento em fake news sobre Nossa Senhora Aparecida

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil divulgou uma nota oficial em...

CidadesPolítica

Servidores da educação de Goiânia recebem reajuste de 7,99% em 2026

A Prefeitura de Goiânia anunciou um pacote de reajustes para cerca de...

© Nadzeya/ Adobe Stock
Saúde

Doenças inflamatórias intestinais quintuplicam no Brasil entre 2012 e 2025

O número de pessoas com doenças inflamatórias intestinais no Brasil quintuplicou entre...