Uma nova exposição, inaugurada neste sábado (5) no MIS Experience, na Água Branca, em São Paulo, oferece uma imersão nas obras do escritor francês Júlio Verne. Intitulada “Uma Viagem Imersiva e Extraordinária – Júlio Verne 200”, a mostra antecipa as comemorações dos 200 anos do autor, nascido em 1828. No entanto, levanta-se a questão sobre a efetividade dessas celebrações em promover uma verdadeira valorização da cultura literária.
A exposição, que já passou por Barcelona e Bruxelas, é organizada pela Layers of Reality, um estúdio especializado em realidade aumentada. Olga Alekseeva, diretora de Estratégia da empresa, destacou a importância de Verne na ficção científica, mas questionou se tais eventos realmente incentivam a leitura ou se tornam apenas atrações turísticas. “É vital que essas celebrações não sejam apenas festivas, mas também educativas”, afirmou.
Júlio Verne, conhecido por obras como “Viagem ao Centro da Terra” e “Vinte Mil Léguas Submarinas”, influenciou profundamente a cultura popular. No entanto, André Sturm, diretor-geral do MIS Experience, critica a falta de políticas públicas que apoiem a literatura de forma contínua. “Precisamos de iniciativas que vão além das exposições, que realmente façam a literatura chegar às escolas e bibliotecas”, disse Sturm.
A mostra ocupa mais de 1.500 metros quadrados, com oito salas que oferecem experiências imersivas e interativas. Embora inovadora, a exposição levanta a discussão sobre a preservação e promoção da literatura clássica em um mundo cada vez mais digital. “É uma oportunidade única, mas devemos refletir sobre como estamos realmente preservando o legado de Verne para as futuras gerações”, concluiu Olga.

Deixe um comentário