Ei, galera jovem de São Paulo, acordem para essa realidade: a passagem de uma frente fria nesta segunda-feira (28) não é só mais um dia chuvoso, mas um lembrete gritante de como o estado está despreparado para os caprichos do clima. Com chuva e ventanias atingindo todo o território, especialmente no Sul e na divisa com o Paraná, a Defesa Civil precisou emitir alertas para ventos de até 70 km/h em regiões como Campinas, Vale do Paraíba e litoral norte, chegando a 90 km/h na Baixada Santista, litoral sul e até na Grande São Paulo. Isso sem falar na ressaca marítima prevista para terça (29), com ondas de até 3 metros em todo o litoral. Cadê a ação preventiva dos governantes? Em vez de só reagir com alertas de última hora, por que não investem em infraestrutura que proteja as comunidades mais vulneráveis, como as periferias que sempre sofrem primeiro com alagamentos e quedas de árvores?
Vamos ser críticos aqui: enquanto a previsão para a capital aponta pancadas de chuva nesta segunda, com mínimas de 14°C e máximas de 25°C, caindo para 10°C na terça com céu encoberto e possibilidade de garoa, e um alívio na quarta com sol e sem chuva (mínima de 8°C e máxima de 17°C), isso tudo expõe uma falha sistêmica na política ambiental e urbana de SP. Os jovens, que já lidam com o caos do dia a dia, agora enfrentam ventanias que podem derrubar estruturas precárias e ressacas que ameaçam o litoral – e o que os políticos fazem? Emitir alertas é o mínimo, mas onde estão os planos de longo prazo para combater as mudanças climáticas que intensificam esses eventos? Essa frente fria é um chamado para que a nova geração exija mais dos líderes, antes que o “novo normal” vire um pesadelo constante.

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