quinta-feira , 12 março 2026
Início Diversos Frequentadores querem mais segurança na área central de Brasília
Diversos

Frequentadores querem mais segurança na área central de Brasília

70

A sensação de insegurança no centro da capital federal, especialmente no Setores Comercial e Hoteleiro Sul, tem se tornado constante no dia a dia de alguns moradores, trabalhadores e frequentadores da região, que conversaram com o Correio. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), ocorrências, como crimes ao patrimônio na Asa Sul, têm mostrado redução de 22,4% no ano passado em comparação a 2023. No entanto, relatos de medo e experiências negativas ainda fazem parte da rotina da região central de Brasília.

Para a professora Selma Barros, 40 anos, que frequenta o Setor Comercial Sul (SCS), o receio está sempre presente. “Há muitas pessoas usando drogas a qualquer hora do dia. Mesmo com a recente revitalização (urbanística) e a existência de um posto policial , a sensação de perigo só aumenta”, avaliou a educadora.

Para ela, faz falta um olhar mais atento das autoridades em relação àquela área. “Precisamos de uma atuação mais forte do poder público. O policiamento melhorou, a iluminação, também, mas ainda há muito o que fazer, principalmente em relação às pessoas em situação de rua. É um problema que precisa ser solucionado”, enfatizou Selma.

Outra pessoa que costuma ir muito ao SCS, o advogado Bruno Márcio, 26, faz eco aos que se sentem vulneráveis naquela parte da capital federal. “A segurança no Setor Comercial é defasada, e isso afeta tanto a população quanto o comércio”, opinou.

O advogado disse que presenciou assaltos na área. “Nunca aconteceu nada comigo, mas vi pessoas sendo assaltadas enquanto estavam distraídas usando o celular”, contou. À noite, segundo ele, o local fica mais perigoso. “Às 18 horas, está escuro. Então, é uma insegurança total, mesmo”, afirmou.

Antônio Fernandes, chefe de segurança patrimonial do Hotel San Marco, no Setor Hoteleiro Sul, confirmou o que Márcio disse: durante a noite, a área se torna praticamente incontrolável. “A insegurança aqui não é sensação, é realidade. Vemos moradores de rua usando drogas, quebrando carros e, até, casos graves, como tentativas de homicídio. À noite, as redondezas viram quase uma cracolândia. Ficamos à mercê da marginalidade”, reclamou.

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Notícias relacionadas

Cozinha rústica com ingredientes para receita tradicional de marmelada familiar de 200 anos no Brasil.
CidadesDiversos

Carlúcio Laquis revela receita de marmelada familiar de 200 anos no Sabores do Campo

Descubra a receita tradicional de marmelada de 200 anos revelada por Carlúcio...

Campo de futebol do Goiás Esporte Clube em Goiânia, com bandeiras verde e branca, simbolizando contratação de jogador.
Diversos

Goiás anuncia contratação de lateral Cristiano por empréstimo do Kayserispor até 2024

Goiás anuncia contratação do lateral-esquerdo Cristiano, de 30 anos, por empréstimo do...

Avião antigo da Vasp como relíquia em fazenda de Urutaí, Goiás, em paisagem rural brasileira.
DiversosPolítica

Avião da extinta Vasp vira relíquia em fazenda de Urutaí, Goiás

Explore a história da Vasp, pioneira da aviação brasileira, e o avião...

Celular intacto recuperado após 15 dias submerso no mar de Maragogi, Alagoas, Brasil.
CidadesDiversos

Turista goiano recupera celular intacto após 15 dias submerso no mar de Maragogi

Turista de Goiás recupera celular perdido no mar de Maragogi após 15...