Gilmar Mendes saiu em defesa de Dias Toffoli nesta segunda-feira, 26 de janeiro de 2026, em meio a críticas sobre a atuação do ministro no caso do Banco Master. O decano do Supremo Tribunal Federal (STF) destacou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) considerou regular a permanência de Toffoli na relatoria, rebatendo acusações de conflito de interesse. As controvérsias envolvem relações familiares de Toffoli com investigados e uma viagem com o advogado do banco, o que gerou questionamentos sobre imparcialidade.
Defesa pública de Gilmar Mendes
Gilmar Mendes utilizou a rede social X para publicar sua defesa, enfatizando a análise da PGR que validou a conduta de Toffoli. Ele argumentou que as críticas ignoram o posicionamento oficial da instituição, que não identificou irregularidades na supervisão judicial exercida pelo ministro. Essa manifestação ocorreu em resposta a crescentes debates sobre ética no Judiciário brasileiro.
As suspeitas de conflito de interesse surgem de conexões pessoais: Toffoli tem laços familiares com Fabiano Zettel e Daniel Vorcaro, envolvidos no caso, além de uma viagem com Augusto Arruda Botelho, advogado do Banco Master. Mendes reforçou que eventuais vícios serão examinados conforme as normas regimentais, buscando dissipar as dúvidas levantadas pela opinião pública.
Posição de Edson Fachin
Edson Fachin, também ministro do STF, evitou avaliar condutas individuais em entrevista ao Estadão, divulgada na mesma data. Ele defendeu a criação de um código de ética para o tribunal, alertando para a necessidade de autolimitação para evitar intervenções externas. Fachin havia emitido uma nota técnica na semana anterior, em 22 de janeiro de 2026, reiterando que Toffoli atua na regular supervisão judicial.
ou a Corte se “autolimita”, ou “poderá haver limitação de um Poder externo”
“eventuais vícios ou irregularidades alegados serão examinados nos termos regimentais e processuais”
Toffoli vem “atuando na regular supervisão judicial”
Essas declarações de Fachin destacam a importância de mecanismos internos para preservar a integridade do STF, em um momento de escrutínio público sobre o caso Banco Master. O debate reflete tensões mais amplas sobre transparência e ética no Poder Judiciário em 2026.
