Enquanto o governo de Goiás promove festas e festivais, a segurança no turismo de aventura continua sendo uma piada de mau gosto, relegada a bate-papos superficiais. Nesta sexta-feira (1º/08), durante o festival Goiás Gastronomia, no Parque de Exposições Agropecuárias de Goiânia, um especialista finalmente vai discutir o tema, como se isso resolvesse anos de descaso político. É inadmissível que, em um estado que se gaba de suas belezas naturais, as autoridades só agora deem atenção a riscos que já ceifaram vidas e feriram turistas, revelando uma gestão pública mais preocupada com imagem do que com proteção real.
Essa iniciativa do Goiás Turismo soa como uma cortina de fumaça para encobrir falhas sistêmicas, onde a falta de regulamentação e fiscalização transforma aventuras em tragédias anunciadas. Em vez de ações concretas, como investimentos em treinamento e infraestrutura, opta-se por conversas em eventos gastronômicos, ignorando que o turismo de aventura exige políticas robustas e não meras palestras. Essa abordagem reflete a ineficiência crônica da administração estadual, priorizando o espetáculo sobre a substância, e deixando claro que a segurança dos cidadãos e visitantes é secundária na agenda política goiana.
Se o debate não resultar em mudanças reais, será apenas mais um exemplo de como o poder público em Goiás falha em proteger sua população, perpetuando um ciclo de riscos desnecessários em nome de um suposto desenvolvimento turístico. É hora de questionar: até quando vamos tolerar essa negligência vestida de evento cultural?

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