O governo federal lançou neste sábado (23) o Centro de Desenvolvimento e Produção de Terapias CAR-T na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. A iniciativa, vinculada ao PDCEIS do Novo PAC, destina R$ 330 milhões ao novo centro e R$ 370 milhões à sede do CDTS, com o objetivo de produzir nacionalmente terapias celulares avançadas e torná-las acessíveis gratuitamente pelo SUS. A ação também incluiu a inauguração da sede do CDTS/Fiocruz e a entrega de veículos para o SAMU.
Investimentos e produção nacional de terapias
As células do paciente são modificadas geneticamente para combater o câncer, permitindo que o tratamento seja realizado em larga escala dentro do Complexo Econômico-Industrial da Saúde. Segundo o presidente da Fiocruz, Mario Moreira, a estrutura reforça a soberania tecnológica do país e amplia a capacidade de inovação em saúde pública. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que o projeto une pesquisa, produção e acesso universal.
Impacto no SUS e relatos de pacientes
O paciente Paulo Peregrino, beneficiado pelo tratamento no Hospital das Clínicas de São Paulo, afirmou: “O fato de eu ter essa chance foi Deus e a ciência, porque aconteceu exatamente no momento em que eu precisava. Ter a chance de conseguir ser selecionado e ter o tratamento que tive no HC de São Paulo, pelo SUS, foi uma coisa absolutamente fantástica.”
Não estamos falando apenas de uma grande indústria de produção tecnológica. Estamos falando de uma instituição que combina inovação, escala e acesso para salvar vidas.
Alexandre Padilha
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou a importância do investimento em pesquisa, lembrando que “o resultado da pesquisa pode não ser positivo. Aí você pensa: ‘Joguei dinheiro fora’. Não. Você não encontraria petróleo se não fizesse pesquisa. Para tudo tem que ser feito pesquisa.” A medida beneficia diretamente pacientes do SUS em todo o país.
