domingo , 6 abril 2025
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Hortas comunitárias e hortos medicinais recebem visitas durante oficina da Estratégia Alimenta Cidades no DF

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Marizete Lobo, moradora de Ceilândia, região administrativa do Distrito Federal, trabalha no horto medicinal da Unidade Básica de Saúde 09 da região há mais de um ano.  “Desde que comecei a trabalhar no horto, sinto como um refúgio para mim. A minha saúde estava lá embaixo e hoje eu me considero 100% curada por trabalhar aqui com o verde”, diz.

horto medicinal da UBS 09 foi um dos destinos visitados nesta sexta-feira (4.04) como parte do segundo e último dia da programação da oficina da Estratégia Alimenta Cidades no Distrito Federal. Com participação de representantes do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, a finalidade da iniciativa é promover um espaço de diálogo e trocas entre representantes governamentais, da sociedade civil e demais atores locais sobre as políticas públicas, programas e ações de segurança alimentar e nutricional realizadas no DF.

Para Érica Bruna, enfermeira de família e comunidade da UBS, “o horto na unidade básica de saúde, além da segurança alimentar, trouxe atividade para um grupo de idosos. Muita gente se identificou com o trabalho da terra. Hoje, nosso foco maior é na população idosa, para que se distraia, que colha os próprios frutos e que traga seus netos e seus filhos”, explica.

Para a enfermeira, o horto gera segurança alimentar para muitas pessoas e funciona como uma terapia no dia a dia. “Eles veem o trabalho deles crescendo, criam esse vínculo e, automaticamente, a gente, enquanto UBS, ganha pacientes muito mais saudáveis, com a cabeça muito melhor”, relatou Érica.

O Ximena Moreno, médica veterinária e co-criadora da Rede de Horto Agroflorestal Medicinal Biodinâmico (Hamb) no DF, destaca que, nos hortos, são trabalhados os comportamentos pessoal e alimentício.  “A gente tenta mudar o paradigma de cuidado, além de trazer o resgate dessa relação com a terra, que tanto precisamos nessa urgência climática”, conta.

Estratégia Alimenta Cidades busca garantir que as pessoas que vivem nas áreas urbanas tenham acesso a alimentos saudáveis e de qualidade. No Brasil, 85% da população vive nas cidades e 57% da população reside em 319 municípios, evidenciando a concentração populacional em municípios com mais de 100 mil habitantes.

Além disso, 48% da população do país está inscrita no Cadastro Único, sendo que 80,5% destes domicílios são urbanos. Diante de desafios como esses, a Estratégia Alimenta Cidades tem como objetivo principal ampliar a produção, o acesso, a disponibilidade, o consumo de alimentos adequados e saudáveis, priorizando os territórios periféricos urbanos e populações em situação de vulnerabilidade e risco social.

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