O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, nesta sexta-feira (4), o modelo de financiamento tradicional imposto por instituições financeiras globais, defendendo novas formas de empréstimos para o desenvolvimento sustentável. Lula argumentou que a austeridade exigida por essas instituições empobrece os países, especialmente os mais vulneráveis, ao invés de promover crescimento. “A chamada austeridade levou os países a ficar mais pobres, porque toda vez que se fala em austeridade o pobre fica mais pobre e o rico fica mais rico”, disse.
Durante a reunião anual do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) no Rio de Janeiro, Lula destacou a necessidade de um financiamento sem condicionalidades que permita aos países pobres investir em seu desenvolvimento. Ele mencionou a dívida do Haiti com a França como exemplo de como essas obrigações históricas continuam a prejudicar nações já fragilizadas. “Não é possível que um país como o Haiti continue sendo um país semidestruído”, afirmou.
Lula também enfatizou o papel do NDB, criado em 2014 para ser uma alternativa às instituições tradicionais, e que desde 2016 tem sua sede em Xangai, na China, sob a presidência de Dilma Rousseff. Ele lembrou que o banco já aprovou mais de 120 projetos de investimento, totalizando US$ 40 bilhões, focados em áreas como energia limpa e saneamento, e que 40% dos financiamentos são direcionados para projetos de desenvolvimento sustentável.

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