Em Naviraí, no Mato Grosso do Sul, a violência contra mulheres atinge níveis alarmantes com o assassinato de Juliete Vieira, de 35 anos, esfaqueada pelo próprio irmão, Edivaldo Vieira, de 45 anos. O crime ocorreu na noite de 25 de agosto, durante uma discussão familiar regada a álcool, culminando em um golpe fatal no pescoço. Preso pela Polícia Militar em frente à casa, Edivaldo alegou que tudo não passou de uma brincadeira acidental, mas o delegado Silvio Ramos destacou a contradição com as provas e o depoimento, revelando a frágil desculpa que mascara uma realidade de impunidade. Para nós, jovens que acompanhamos esses casos, isso soa como mais uma tentativa de minimizar a gravidade de um sistema que falha em proteger as vítimas.
Esse é o 19º feminicídio registrado no estado só neste ano, somando-se a uma lista trágica que inclui nomes como Karina Corin, Vanessa Ricarte e tantas outras, mortas por ex-companheiros ou familiares em cenários de violência doméstica. Enquanto o governo de Mato Grosso do Sul patina em políticas efetivas de combate à violência de gênero, esses números crescem, expondo a ineficácia de leis que existem no papel, mas não na prática. É inaceitável que, em pleno 2023, mulheres como Juliete sejam reduzidas a estatísticas, vítimas de uma cultura machista que o poder público ignora. Nós, a geração que exige mudança, precisamos cobrar ações concretas: mais investimentos em educação preventiva, abrigos e fiscalização rigorosa, antes que mais vidas sejam perdidas nessa epidemia silenciosa.
Criticar o status quo não é suficiente; é hora de pressionar por reformas políticas que priorizem a segurança feminina, transformando luto em luta coletiva.

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