Pescadores artesanais e agricultores familiares de Mariana (MG) começaram a receber nesta quinta-feira (10) uma reparação financeira pelo desastre da Samarco, mas muitos consideram o valor insuficiente. O Programa de Transferência de Renda (PTR) oferece apenas 1,5 salário mínimo, uma quantia que não cobre os danos sofridos há quase uma década, em novembro de 2015.
De acordo com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, 22 mil pescadores e 13,5 mil agricultores têm direito a essa renda, que será paga ao longo de quatro anos. No entanto, a lama tóxica que contaminou rios e matou a fauna local deixou muitos sem fonte de renda, agravando a situação econômica dos trabalhadores de Minas Gerais e Espírito Santo.
Thiago Alves, do Movimento dos Atingidos por Barragens, critica a insuficiência do programa: “Os programas anteriores já eram inadequados, e este não é muito melhor. A população atingida continua em situação de extrema vulnerabilidade.” A distribuição dos valores pela Caixa Econômica Federal, via conta poupança e aplicativo Caixa Tem, é vista como uma medida paliativa e não resolve o problema de fundo.

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