Na sessão plenária de desta quarta-feira (2) da CLDF, o distrital Max Maciel (Psol) rebateu um chavão que identifica no Distrito Federal: a noção de que apenas o Plano Piloto foi planejado e que as demais regiões cresceram sem ordenamento urbano. Para ele, áreas urbanas afastadas são parte de um projeto político.
“Itapoã Parque, Ceilândia, Samambaia, Sobradinho I e II, Riacho Fundo II e Santa Maria foram planejados. A maioria dessas cidades tiveram plano urbanístico e foram planejadas para serem longe, sem políticas de direito”, declarou. O deputado ainda condenou o anúncio do Governo do DF de projetar uma nova cidade para 117 mil habitantes, o Centro Urbano Tororó: questionou se haverá infraestrutura e política pública que atenda as demandas dos habitantes do novo núcleo. “Se querem pensar moradia não podem pensar só nas áreas mais ricas da cidade”, comentou.
Além da habitação, apontou a mobilidade urbana como outra prioridade em discussões sobre as cidades que queremos para o futuro. Nesse sentido, citou pesquisa divulgada pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil e pela Onu-Habitat Brasil no evento Smart City, em Curitiba. O estudo indica que 60% dos entrevistados do DF elencam a mobilidade como prioridade para o desenvolvimento urbano; frente a 44% quando se considera todo o país.
O deputado também informou que foi eleito, nesta quarta-feira, para presidir a Comissão de Cidades da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale). Neste âmbito, vão refletir sobre como tornar a ocupação urbana mais inteligente para o futuro por meio de tecnologia e infraestrutura.
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