O Ministério da Saúde protocolou na quinta-feira, 24 de setembro de 2026, o pedido de inclusão das canetas emagrecedoras do tipo GLP-1 no rol de medicamentos fornecidos pelo Sistema Único de Saúde. A iniciativa ocorre após a redução de cerca de 70% nos preços desses medicamentos, resultado da ampliação da concorrência no mercado brasileiro, onde já estão registradas 25 opções do produto.
Redução de custos amplia acesso
A medida foi encaminhada à Conitec, órgão responsável pela avaliação de tecnologias em saúde. O ministro Alexandre Padilha destacou que o barateamento recente já beneficia parte da população, mas reforçou a necessidade de garantir o acesso por meio do SUS de forma estruturada e responsável. O protocolo considera tanto a eficácia clínica quanto o impacto orçamentário para o sistema público.
Obesidade cresce e pressiona sistema
Os dados apresentados mostram que a prevalência de obesidade no Brasil saltou de 11,8% em 2006 para 25,7% em 2024. Autoridades apontam que o tratamento de longo prazo é fundamental para reduzir complicações associadas à doença, como diabetes e problemas cardiovasculares, que geram custos elevados para o SUS. A inclusão das canetas seria uma estratégia para enfrentar esse cenário de forma preventiva.
O que estava custando R$ 1,7 mil, R$ 2 mil, já está entre R$ 300 e R$ 400 na farmácia, aumentando o acesso. Isso já ajuda muita gente. Mas a gente quer uma outra coisa: colocar essa medicação no SUS como um direito. E vamos fazer isso de forma responsável.
Alexandre Padilha
O processo agora segue para análise técnica da Conitec, que avaliará eficácia, segurança e viabilidade financeira antes de uma eventual incorporação ao rol de medicamentos do SUS. Pacientes com obesidade aguardam os próximos passos da avaliação.
