Em um café da manhã com jornalistas na quinta-feira, 16 de abril de 2026, o recém-empossado ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, criticou a proposta de desonerações para compensar setores afetados pela redução da jornada de trabalho de seis dias semanais. Ele defendeu negociações no Congresso Nacional para aprovar a mudança, destacando a necessidade de um debate equilibrado sem comprometer o equilíbrio federativo. Guimarães apontou que desonerações anteriores, como as do governo Dilma, não funcionaram e alertou contra repetir erros do passado.
Críticas às desonerações e negociações no Congresso
O ministro expressou oposição firme a novas políticas de desoneração, argumentando que elas podem prejudicar o equilíbrio federativo. Ele enfatizou a importância de negociações curtas de transição no Congresso para viabilizar a redução da jornada, considerada “desumana” por muitos. Guimarães mencionou um consenso crescente no Legislativo para acabar com a jornada de seis dias, beneficiando trabalhadores em diversos setores.
“Sempre se tenta empurrar mais políticas de desoneração no Congresso Nacional. Isso não deu certo em outras situações, como vimos no governo da Dilma. O Brasil não pode seguir esse caminho”, disse José Guimarães.
Além disso, o ministro criticou a oposição, incluindo Flávio Bolsonaro, pelo pedido de vistas à matéria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, o que atrasou o processo. Ele defendeu que o governo Lula busca aprovar a medida por meio de projeto de lei, facilitando a votação.
Desafios da oposição e medidas futuras
Guimarães acusou a oposição de não ter compromisso com a redução da jornada, citando o adiamento como evidência. Reuniões com o presidente da Câmara, Hugo Motta, estão agendadas para os próximos dias, com debates previstos para maio de 2026. Ele reforçou que o governo prepara medidas para combater problemas como o endividamento das famílias, incluindo propostas de tributação.
“Se quisessem votar, tinham de deixar votar. Isso mostra que a oposição e Flávio Bolsonaro não têm o compromisso de aprovar [a redução da jornada dos trabalhadores]. Mas vamos sentar com Hugo Motta [presidente da Câmara] para resolver”, afirmou o ministro.
O ministro também rebateu acusações de que o governo prejudica motoristas de aplicativo, atribuindo o impasse à oposição. Ele destacou a necessidade de negociações “no fio da navalha”, sem mudar de lado, para avançar na agenda. Com isso, o debate sobre a jornada de trabalho ganha destaque no Congresso, prometendo impactos significativos para trabalhadores e setores econômicos.
