A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou na segunda-feira, 1º de junho de 2026, uma operação para combater a venda clandestina de medicamentos para emagrecimento comercializados irregularmente pelas redes sociais. Conhecidas popularmente como canetas emagrecedoras, as substâncias controladas eram oferecidas sem prescrição médica e fora dos canais autorizados pela Anvisa. Agentes da Delegacia de Roubos e Furtos cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços localizados nos bairros de Ramos, na zona norte, e Vargem Pequena, na zona sudoeste. Um homem foi preso e medicamentos, um computador e documentos foram apreendidos durante as diligências.
Como foi realizada a operação
As investigações tiveram início após o recebimento de informações de inteligência que apontavam para a comercialização ilegal dos produtos. Com base nesses dados, a polícia obteve autorização judicial para realizar as buscas simultâneas nos dois endereços. A ação resultou na prisão de um suspeito e na apreensão de material que será analisado para identificar possíveis compradores e fornecedores envolvidos no esquema. A operação buscou interromper o fluxo de substâncias que não possuem registro sanitário adequado.
Objetivo e contexto regulatório
O principal objetivo da operação foi coibir a distribuição de medicamentos controlados sem qualquer tipo de fiscalização, o que representa risco à saúde pública. Paralelamente, a Anvisa mantém discussões sobre a regulamentação desses produtos, que vêm sendo vendidos de forma irregular em diversas plataformas digitais. As canetas emagrecedoras contêm princípios ativos que exigem controle rigoroso e acompanhamento médico, condições que não eram respeitadas nas transações identificadas pela polícia.
Próximos passos da investigação
Os itens apreendidos serão periciados para subsidiar o inquérito policial. As autoridades pretendem mapear toda a rede de distribuição e identificar outros envolvidos na comercialização clandestina. A Polícia Civil reforça que a venda desses medicamentos sem autorização constitui crime e coloca em risco a população que adquire os produtos sem orientação profissional.
