Depois de tratar temas como o macrozoneamento e o zoneamento do DF — com designação de propostas que definem àreas urbana, rural e de proteção integral —, na tarde deste sábado (29/3), a população convocada para a discussão do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT) adentrou o tema da sustentabilidade, no Centro de Ensino Médio Elefante Branco.
“Ainda estamos na etapa das primeiras discussões, daí chamarmos de pré-propostas, para a definição do PDOT, que terá audiência pública, antes da apreciação pela Câmara Legislativa, prevista para junho. Hoje, no quesito da sustentabilidade, traremos questões de território ligadas à adaptação e mitigação das mudanças climáticas. Em 5 de abril, a população poderá debater as estratégias territoriais que englobam áreas de regularização e oferta habitacional de interesse social, além de temas de mobilidade”, explica Juliana Coelho, representante da subsecretaria de política e planejamento urbano da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do DF (Seduh).
Na revisão das regras que orientam o crescimento do DF, pesam interesse coletivo, levantamentos técnicos e a construção coletiva, com propostas desenvolvidas entre 2023 e 2024. Uma reunião pública, em fins de abril, promete trazer a sistematização e a consolidação de propostas a serem debatidas no legislativo.
O tema amplo — que traz impacto no desenvolvimento econômico sustentável, na gestão social da terra e na regularização fundiária, entre outros quesitos — mobiliza pessoas como a engenheira agrônoma aposentada Carmem Correia, da Cooperativa Agro ambiental Palmas do Lago Oeste. “Temos como luta para nós, que ocupamos uma área de zona rural, que ela permanecer rural. Queremos regularizar, coletivamente, a cooperativa como gleba única”, observa a aposentada.
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