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Por que o cuscuz de Penedo demorou tanto para virar patrimônio? Uma crítica à lentidão cultural em Alagoas

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Ei, jovens alagoanos, parem um minuto com os scrolls infinitos e pensem nisso: o cuscuz de arroz artesanal de Penedo finalmente foi reconhecido como patrimônio imaterial de Alagoas, mas por que diabos isso só aconteceu agora? Essa receita milenar, passada de geração em geração na família do chef Rodolfo desde 1917, é mais do que um café da manhã diferentão – é a essência da região ribeirinha, feita com farinha de arroz, coco e sal, cozida em uma cuscuzeira personalizada criada pelo bisavô dele. É saboroso, simples e sustenta famílias há décadas, especialmente em uma cidade que já foi grande produtora de arroz. Mas, criticamente falando, esse reconhecimento parece mais uma jogada simbólica do que uma ação real para preservar tradições, em um estado onde a cultura popular é frequentemente deixada de lado em prol de agendas políticas vazias.

Vamos ser francos: enquanto políticos se perdem em escândalos e promessas vazias, tradições como essa do cuscuz de Rodolfo – que envolve moagem manual, hidratação e secagem originais – correm o risco de sumir. A família dele inovou para transformar isso em renda, mas e o apoio governamental? Cadê os incentivos para que jovens como nós possamos dar continuidade a esses legados sem precisar lutar sozinhos? Esse título de patrimônio imaterial é um passo, sim, mas soa hipócrita quando Alagoas ignora o potencial econômico e identitário dessas heranças. Jovens, é hora de cobrar mais: que tal pressionar por políticas culturais que realmente imortalizem nossa história, em vez de deixá-la mofar como um cuscuz esquecido?

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