Milhares de pessoas tomaram as ruas de várias cidades dos Estados Unidos, como Nova York e Los Angeles, para protestar contra o recente ataque norte-americano às usinas nucleares iranianas. A ação militar, que ocorreu no sábado, foi duramente criticada pelos manifestantes, que veem nela uma tentativa de justificar a pilhagem de recursos.
Natália Marquez, uma das organizadoras do protesto em Nova York, afirmou à Reuters que o ataque é parte de uma estratégia bélica que poderia resultar em milhões de mortes. “É uma guerra de agressão, onde os EUA e Israel, potências nucleares, acusam ironicamente o Irã de ser o agressor”, destacou ela, criticando a hipocrisia das nações envolvidas.
Além dos EUA, protestos também foram registrados em Teerã, capital do Irã, e em várias cidades da Grécia, Iraque e Paquistão, mostrando uma reação global contra o bombardeio. Em Paris, a situação se dividiu entre manifestações pró-Irã, pedindo um cessar-fogo, e eventos pró-Israel, como um festival de música próximo à Torre Eiffel, que já estava planejado antes do ataque.
Richard Seban, organizador do festival pró-Israel, declarou à Reuters que, embora se deva buscar a paz com o Irã, não se deve estender a mão ao regime de Khamenei, intensificando a polarização do conflito.

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