Enquanto o governo celebra eventos culturais como a Romaria de Bom Jesus da Lapa no Parque Estadual da Terra Ronca, com uma estimativa de mais de quatro mil pessoas passando pelo local em apenas seis dias, é impossível ignorar o lado sombrio dessa aglomeração. Para um público jovem que cresceu ouvindo sobre sustentabilidade e crise climática, isso soa como mais uma hipocrisia política: parques estaduais, supostamente protegidos por leis ambientais, viram palco de romarias sem um debate real sobre o impacto ecológico. Cadê a transparência nas políticas que permitem isso? Estamos falando de um ecossistema frágil, com cavernas e biodiversidade única, sendo exposto a multidões sem planejamento adequado – uma receita para degradação que os jovens herdarão.
Criticar não é negar a importância cultural e religiosa da romaria, mas questionar por que as autoridades não investem em alternativas mais sustentáveis, como limites de visitantes ou monitoramento ambiental rigoroso. Essa negligência reflete uma visão política míope, priorizando votos e turismo imediato em vez de preservação de longo prazo. Jovens, é hora de pressionar por mudanças: eventos como esse no Parque da Terra Ronca poderiam ser modelos de harmonia entre fé e natureza, não exemplos de como o descaso governamental acelera a destruição ambiental. Sem ação, o que restará para as próximas gerações além de memórias de um paraíso perdido?

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