Mais uma vez, o futebol feminino brasileiro é palco de decisões questionáveis que minam a credibilidade do esporte. O Santos conquistou o título da Série A2 do Campeonato Brasileiro Feminino de 2025 ao empatar em 1 a 1 com o Botafogo na Vila Belmiro, aproveitando a vantagem de 1 a 0 na ida. No entanto, o que deveria ser uma celebração vira motivo de frustração quando o VAR interfere de forma polêmica, forçando a repetição de um pênalti defendido pela goleira Stefane, alegando adiantamento. Essa intervenção, que permitiu ao Botafogo abrir o placar com Carol, expõe as falhas recorrentes na arbitragem, transformando o jogo em um circo de revisões que desvalorizam o esforço das atletas.
A campanha do Santos, com dez vitórias em 13 jogos e apenas uma derrota, parece impressionante à primeira vista, mas esconde problemas sistêmicos no futebol feminino, como a disparidade de investimentos e a transmissão limitada, mesmo com a TV Brasil cobrindo o duelo. A artilheira Laryh, com oito gols, e o gol salvador de Carol Baiana no segundo tempo, não mascaram o fato de que equipes como Botafogo, Atlético-MG e Fortaleza ascendem à A1 substituindo rebaixados como Sport e 3B da Amazônia, em um ciclo vicioso de instabilidade. Com 7.866 torcedores presentes, a festa na Vila Belmiro soa vazia diante da necessidade urgente de reformas para que o esporte não continue sendo relegado a controvérsias evitáveis.
Em um país onde o esporte deveria unir e inspirar, essa conquista do Santos reflete o descaso geral com o futebol feminino, onde vitórias são ofuscadas por erros arbitrais e falta de estrutura. É lamentável que, apesar da maior presença ofensiva das Sereias da Vila, o empate tenha sido administrado em meio a tensões desnecessárias, deixando um gosto amargo para fãs e jogadoras que merecem mais respeito e profissionalismo.

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