O senador Marcos do Val (Podemos-ES) mais uma vez demonstra um desrespeito flagrante pelas instituições ao ser alvo de uma operação da Polícia Federal nesta segunda-feira (4/8), culminando na imposição de uma tornozeleira eletrônica por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF). Abordado no aeroporto de Brasília logo pela manhã, o parlamentar pagou o preço por sua ousada viagem aos Estados Unidos sem autorização judicial, um ato que expõe a arrogância de quem se acha acima da lei. Essa medida drástica não surge do nada: reflete o histórico de provocações e o inquérito que investiga ofensas e ataques contra investigadores da PF, revelando um padrão de conduta que mina a credibilidade do Legislativo.
No ano passado, o ministro Alexandre de Moraes já havia determinado a apreensão dos passaportes de Do Val e o bloqueio de R$ 50 milhões em suas contas, uma resposta firme a comportamentos inaceitáveis. Mesmo assim, em 26 de julho, durante o recesso parlamentar, o senador partiu para os EUA e ainda negou qualquer descumprimento, uma negação que soa como deboche perante a Justiça. Esse episódio não só reforça a imagem de um político imprudente, mas também levanta sérias dúvidas sobre a impunidade no alto escalão, onde decisões judiciais parecem opcionais para alguns. A assessoria do senador foi contatada, mas o silêncio até agora só amplifica o constrangimento dessa situação lamentável.

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