O Tribunal Superior Eleitoral divulgou nesta semana a distribuição de R$ 4,9 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha entre os 30 partidos que disputarão as eleições de outubro de 2026. O anúncio ocorreu em 3 de junho e segue critérios legais que visam garantir o financiamento público das campanhas após a proibição de doações empresariais.
Os recursos serão repassados conforme a Lei das Eleições, que estabelece quatro critérios principais de divisão. Dois por cento do total são distribuídos de forma igualitária entre todas as legendas. Outros 35% são alocados proporcionalmente aos votos obtidos na Câmara dos Deputados, enquanto 48% consideram o tamanho das bancadas na mesma Casa, levando em conta fusões e incorporações. Os 15% restantes são definidos pela representação no Senado.
Principais partidos contemplados
O PL receberá o maior montante, com R$ 881 milhões. Em seguida aparecem o PT, com R$ 615 milhões, e o União, com R$ 526 milhões. Os demais 27 partidos dividem o restante dos recursos de acordo com sua performance eleitoral e representação parlamentar.
Origem e justificativa do fundo
O Fundo Especial de Financiamento de Campanha foi criado pelo Congresso em 2017 após decisão do Supremo Tribunal Federal em 2015 que vetou contribuições de empresas privadas. A medida busca assegurar maior transparência e reduzir a influência do poder econômico nas disputas eleitorais brasileiras.
