segunda-feira , 15 junho 2026
Início Diversos “Estamos numa guerra contra criminosos”, diz comandante geral do CBMDF
Diversos

“Estamos numa guerra contra criminosos”, diz comandante geral do CBMDF

89

Com uma estiagem que dura mais de 150 dias, a capital permanece acumulando, diariamente, um alto número de incêndios florestais que castigam o Cerrado. Às repórteres Letícia Guedes e Mila Ferreira, o comandante do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), Sandro Gomes, entrevistado no Podcast do Correio, ontem, afirmou que não há possibilidade de que as chamas tenham origens naturais. Intencionais ou não, as causas são criminosas e constituem uma guerra entre os bombeiros e os autores do crime ambiental.  

O incêndio no Parque Nacional de Brasília está totalmente controlado? 

O incêndio está controlado. Mas continuamos com 200 militares, em revezamento, atuando diariamente no Parque Nacional de Brasília. Nós não podemos deixar que os focos subterrâneos saiam da mata de galeria e voltem a atingir o parque. Então, estamos junto aos brigadistas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), fazendo rondas, porque o parque é muito grande: são 42 mil hectares.

Apesar de controlado, ainda há dois focos de incêndios subterrâneos dentro das matas de galeria do parque. O que são esses focos? Como os militares os identificam e como é o trabalho para combatê-los? 

Nós estamos mapeando esses focos. Eles são como os cigarros. O cigarro é feito de várias folhas prensadas de fumo que queimam aos poucos. No caso dos focos subterrâneos, trata-se de uma mata de galeria, que fica perto de um córrego, que há dentro do parque, e essa mata é mais verde e frondosa. Ela não pega fogo tão fácil, mas o grande problema é que as folhas dessas árvores caem durante o ano todo e se acumulam,  podendo chegar até um ou dois metros de profundidade. Essas folhas vão compactando-se e quando pegam fogo, viram um incêndio subterrâneo. Para combater, nós usamos bombas para mandar água ao solo e, usando materiais de sapa, como enxadas e rastelos, os militares cavam, reviram o material e jogam água, por isso a fumaça dai do solo constantemente. Esse processo é muito similar ao que acontece na Amazônia. Lá, é muito difícil de fazer o combate por isso.

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Notícias relacionadas

Bruno Guimarães - Volante - Seleção Brasileira (Foto - Rafael Ribeiro)
Diversos

Bruno Guimarães admite atuação abaixo do esperado no empate com Marrocos na Copa 2026

A Seleção Brasileira empatou em 1 a 1 com Marrocos na estreia...

Robston se destacou no Atlético e Vila Nova
DiversosSaúde

Ex-jogador Robston, 44 anos, sofre grave lesão na coluna e pede ajuda financeira

O ex-volante Robston, de 44 anos, sofreu lesões graves durante um treino...

Dodô - Meia - Vila Nova (Foto - Roberto Corrêa)
Diversos

Dodô brilha como titular e ajuda Vila Nova a assumir liderança da Série B

O meia Dodô, de 31 anos, foi titular na vitória do Vila...

Esli Garcia - Goiás - Atacante (Foto - Rosiron Rodrigues)
Diversos

Goiás é goleado por 4 a 0 pelo Novorizontino e Esli Garcia assume responsabilidade

O Goiás foi goleado por 4 a 0 pelo Novorizontino na noite...