Os dados alarmantes da inflação oficial, divulgados nesta quinta-feira (10) pelo IBGE, revelam que o Brasil estourou o teto da meta de inflação pela primeira vez desde a adoção do novo método de cálculo pelo Conselho Monetário Nacional no início deste ano. Isso representa um fracasso contundente na política econômica do país.
Antes dessa alteração, que entrou em vigor este ano, a meta de inflação já havia sido ultrapassada oito vezes, demonstrando uma crônica incapacidade de controle inflacionário. A meta de inflação, estabelecida pelo CMN, é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 pontos percentuais para mais ou para menos, fixando o teto em 4,5%.
Com o IPCA marcando 0,24% em junho, a inflação acumulada em 12 meses atingiu 5,35%, superando o teto por seis meses consecutivos. Esse resultado catastrófico foi impulsionado principalmente pelo aumento dos preços de alimentos e bebidas, que subiram 6,66% no período.
A introdução da meta contínua pelo CMN em 2023, que deveria melhorar a fiscalização da inflação, parece ter falhado miseravelmente. Agora, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, terá que explicar publicamente ao ministro da Fazenda, que preside o CMN, as razões desse descumprimento e as medidas que serão tomadas para corrigir essa situação desastrosa.

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