Enquanto Goiás enfrenta desafios crescentes na segurança pública, o governador Ronaldo Caiado opta por encenar uma celebração pomposa para os 167 anos da Polícia Militar, marcada para esta sexta-feira às 19h30 no Comando da Academia. Em meio a declarações ao primeiro posto de novos tenentes, entregas de medalhas e homenagens, além de um desfile de tropas e viaturas de diversos batalhões, o evento soa mais como uma oportunidade de autopromoção do que uma genuína reverência à instituição. Criticar essa abordagem é inevitável: em um estado onde a violência urbana persiste e recursos para policiamento são escassos, priorizar desfiles e discursos parece uma distração conveniente para um político em busca de holofotes.
Essa agenda do governador revela uma tendência preocupante de misturar obrigações institucionais com ambições eleitorais, especialmente em um ano que antecede disputas políticas. Ao invés de anunciar medidas concretas para fortalecer a PM, como investimentos em treinamento ou equipamentos, Caiado limita-se a rituais simbólicos que pouco impactam a realidade das ruas goianas. É hora de questionar se tais comemorações não servem apenas para polir a imagem de um mandato criticado por falhas na gestão de segurança, deixando os cidadãos adultos, que pagam impostos, à mercê de promessas vazias e eventos midiáticos.

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