Enquanto o Cepea anuncia com otimismo o avanço da colheita de feijão, abastecendo o mercado com lotes de qualidade, a gente, jovens que sentimos no bolso o preço da comida, precisamos questionar: cadê as políticas agrícolas que realmente fazem diferença? De acordo com dados da Conab analisados pelo Centro de Pesquisas, até 21 de julho, 95% da segunda safra mineira já foi colhida, o que parece uma vitória. Mas isso esconde uma realidade dura: sem investimentos consistentes em infraestrutura e tecnologia, esses números são só uma fachada para a precariedade do campo. É frustrante ver governos priorizando discursos vazios em vez de ações concretas que garantam estabilidade para produtores e consumidores.
Em Goiás, a terceira safra tem mais de um terço colhido, com bom desenvolvimento nas áreas irrigadas remanescentes, segundo o Cepea. Legal, né? Mas e se a gente pensar no quadro maior? Essa dependência de condições climáticas e irrigação limitada reflete o fracasso de políticas públicas que poderiam mitigar riscos, como mudanças climáticas agravadas pela inação governamental. Para nós, jovens, que estamos herdando um país com desigualdades crescentes, isso é um alerta: enquanto o feijão chega ao mercado, o custo da ineficiência política continua alto, impactando inflação e acesso à alimentação. É hora de cobrar mais do que relatórios otimistas – queremos reformas reais.
No fim das contas, esses avanços na colheita são positivos, mas criticamente insuficientes sem um olhar político mais amplo. O governo precisa parar de tratar a agricultura como um setor secundário e investir em sustentabilidade, ou vamos continuar pagando o preço – literal e figurativamente.

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