Uma confusão generalizada marcou o fim da partida entre Vila Nova e Operário-PR, na madrugada de 19 de abril de 2026, no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA), em Goiânia. Após a vitória do Vila Nova, o atacante Berto denunciou ter sido vítima de racismo, alegando ter sido chamado de “macaquinho” por um torcedor. A briga envolveu agressões mútuas, com objetos arremessados por jogadores do Operário e torcedores do Vila Nova, levando a identificações e depoimentos na delegacia.
Detalhes da denúncia de racismo
O atacante Berto, do Vila Nova, relatou o incidente de racismo durante o tumulto pós-jogo. Ele prestou depoimento na delegacia, destacando a tristeza de ainda enfrentar esse tipo de situação em um estádio de futebol. O torcedor suspeito foi identificado por meio de reconhecimento facial e os dados foram repassados às autoridades.
Fui chamado de ‘macaquinho’. É muito triste ainda acontecer esse tipo de coisa dentro de um estádio de futebol. Na hora fiquei muito nervoso, porque isso não pode acontecer. A gente está ali para trabalhar, para jogar futebol. Agora é deixar nas mãos das autoridades para que tudo seja apurado.
O Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (BEPE) coletou depoimentos na delegacia, incluindo de jogadores e do torcedor envolvido.
Ações do clube e autoridades
O advogado do Vila Nova, Rodrigo Menezes, acompanhou o processo e enfatizou as medidas tomadas pelo clube para garantir uma avaliação justa. Ele mencionou que não há imagens conclusivas sobre as alegações dos jogadores do Operário, mas confirmou que objetos foram lançados do banco de reservas. A confusão começou com garrafas atiradas pelos jogadores do Operário em direção à torcida, que reagiu arremessando de volta.
A gente tomou todas as medidas para que o justo seja avaliado. Não sabemos exatamente o que aconteceu de fato, há a alegação dos jogadores do Operário, mas até agora não chegou nenhuma imagem conclusiva.
Os jogadores do Operário atiraram garrafas em direção à torcida, isso é fato, há imagens. Inclusive, objetos foram lançados do banco de reservas. Depois, a torcida reagiu e arremessou de volta. É algo lamentável.
Menezes destacou o compromisso do clube em colaborar com as autoridades, permanecendo na delegacia até a madrugada para identificar o torcedor suspeito.
Identificamos o torcedor, repassamos os dados às autoridades e estamos aqui até de madrugada para demonstrar que o clube está fazendo a sua parte.
Contexto da confusão generalizada
A briga ocorreu logo após o apito final, envolvendo jogadores como Jhan Pool, do Operário, e torcedores do Vila Nova. As agressões mútuas escalaram rapidamente, com trocas de objetos, o que levou à intervenção policial. O incidente ressalta problemas recorrentes de violência e racismo no futebol brasileiro, e as autoridades continuam apurando os fatos para responsabilizar os envolvidos.
