Aproximadamente 5 mil crianças nascem todos os anos no Brasil com fissura labiopalatina, a malformação craniofacial congênita mais frequente no país. O Dia Nacional de Conscientização sobre a Fissura Labiopalatina, celebrado em 24 de junho, reforça a importância do diagnóstico precoce e do tratamento multidisciplinar oferecido por instituições como o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (Centrinho), em Bauru.
A data coincide com a fundação do Centrinho em 1967 e mobiliza o Ministério da Saúde e especialistas para combater o estigma e ampliar o acesso a cuidados integrados. O tratamento envolve cirurgias reparadoras, acompanhamento fonoaudiológico, odontológico e psicológico ao longo de anos, garantindo melhor qualidade de vida e inserção social.
Diagnóstico e causas da condição
A fissura resulta do desenvolvimento incompleto do lábio e do palato durante a gestação. Segundo o cirurgião craniofacial Cristiano Tonello, podem ocorrer casos associados a síndromes ou hereditariedade.
Podem ocorrer casos associados a síndromes ou mesmo à hereditariedade. Ou seja, às vezes é transmitida por meio do pai ou da mãe ou de outro membro da família.
Cristiano Tonello
Acesso ao tratamento e relatos de pacientes
O advogado e ativista Thyago Cézar, nascido em janeiro de 1986 e com alta em 2010, destaca os desafios enfrentados. Ele ressalta que o diagnóstico costuma ser visível e pode ser identificado no pré-natal por ultrassonografia.
O diagnóstico, em grande parte das vezes, é visível. E muitas vezes pode ser diagnosticado ainda no período pré-natal por meio de ultrassonografia. Hoje em dia, os tratamentos garantem uma excelente qualidade de vida, desde que esses pacientes sejam acompanhados por equipes especializadas e dentro do período adequado, ao longo do crescimento.
Cristiano Tonello
Thyago Cézar também aponta barreiras geográficas e financeiras que muitas famílias enfrentam para seguir o tratamento completo até a vida adulta.
