Um levantamento com mais de 14 mil pessoas revelou que o subdiagnóstico da doença renal crônica permanece comum no Brasil, já que exames de creatinina e albuminúria são raramente solicitados em conjunto para pacientes de alto risco, como diabéticos e hipertensos. Os dados, extraídos do Censo Brasileiro de Diálise 2024 e analisados por pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Paraná em parceria com outras instituições, mostram que menos de 5% dos indivíduos que realizaram o teste de creatinina tiveram a albuminúria solicitada. Após uma campanha de rastreamento, esse percentual subiu apenas para menos de 7%.
Barreiras no rastreamento precoce
A ineficiência no diagnóstico precoce decorre de fatores como a resistência ou falta de hábito na prática clínica para solicitar o rastreamento completo e o caráter assintomático da doença nos estágios iniciais. A Sociedade Brasileira de Nefrologia e o Ministério da Saúde participaram da análise, que destaca a necessidade de maior integração entre os exames para identificar a doença renal crônica de forma oportuna.
Prevenção e controle de fatores de risco
Tratar e controlar os fatores de risco como diabetes, hipertensão, obesidade, doenças cardiovasculares e tabagismo são as principais formas de prevenir doenças renais. O estudo publicado no Brazilian Journal of Nephrology reforça que ações coordenadas entre profissionais de saúde podem reduzir os índices de subdiagnóstico e melhorar os desfechos dos pacientes em todo o país.
