O Goiás Esporte Clube promove nesta sexta-feira, 14 de agosto de 2026, uma reunião na Serrinha para votar alterações no estatuto que recuperam o modelo de diretoria executiva de 2017. A proposta concentra maior poder decisório no presidente e vice-presidentes, mas levanta críticas sobre concentração de autoridade e restrições à participação dos sócios.
Dyogo Crosara, advogado e sócio-proprietário do clube, questiona a iniciativa liderada pela atual diretoria e pelo presidente do Conselho Deliberativo, Paulo Rogério Pinheiro. Ele defende que a eleição do presidente executivo deve envolver todos os sócios, não apenas membros do Conselho.
Modelo de gestão em discussão
A mudança estatutária busca retomar estrutura similar à de 2017, embora o atual texto de 2023 já preveja a criação de uma Sociedade Anônima do Futebol. Crosara alerta que os trâmites iniciais para eventual SAF permanecem no novo documento e serão submetidos à Assembleia Geral.
Preocupações com a democracia interna
Entre os pontos criticados está a possibilidade de perda do título de sócio por críticas à gestão publicadas em redes sociais. Crosara afirma que a comissão processante indicada pela presidência do Conselho Deliberativo compromete a liberdade de expressão dentro do clube.
Essa diretoria e essa presidência do Conselho Deliberativo foram quem aprovaram esse estatuto, quem buscaram esse estatuto lá atrás. E agora, até atendendo aquilo que nós falávamos, de que o modelo do conselho não era um bom modelo, ela volta atrás e vai tentar apresentar de novo o modelo da diretoria executiva
Dyogo Crosara
Outra citação destaca a necessidade de responsabilidade contínua por parte da diretoria. O debate também menciona a figura de Hailé Pinheiro e reforça que o clube pertence aos sócios e torcedores, que devem ter voz ativa nas decisões.
