Moradores de favelas no Rio de Janeiro expressam demandas prioritárias para as eleições de outubro de 2026, como mobilidade, educação, saúde, emprego e segurança, destacando desigualdades e a ausência de políticas públicas adequadas, segundo entrevistas e análise do Censo 2022 do IBGE que apontam maior dificuldade de acesso a serviços públicos nas comunidades.
Desafios no cotidiano das favelas
Jovens como Letícia Vitória Guimarães, do Complexo do Alemão, Isabelle Rodrigues Trindade, da Rocinha, João, Sara Sant’anna, da Favela do Rodo, e Bruno Rafael Castilho Alves, da Cidade de Deus, relatam a proximidade da troca de governantes como momento crucial para enfrentar desigualdades, violência e falta de oportunidades. A professora Eblin Farage, da UFF, e o pesquisador Hugo Oliveira, da Galeria Providência, reforçam que os dados do IBGE evidenciam barreiras persistentes no acesso a direitos básicos.
Exigências por políticas inclusivas
Os entrevistados enfatizam a necessidade de escuta ativa por parte dos candidatos. Muitas vezes, [governantes] chegam com respostas prontas, sem saber o que queremos, como achamos melhor, então, precisa [ser alguém] disposto a ouvir.
Muitas vezes, [governantes] chegam com respostas prontas, sem saber o que queremos, como achamos melhor, então, precisa [ser alguém] disposto a ouvir
Letícia Vitória Guimarães
É muito difícil conciliar trabalho, família e estudo com essa rotina, principalmente, por causa dos grandes deslocamentos, caso das pessoas que moram em favelas. Hoje a favela tem intelectuais, orgânicos ou acadêmicos, que produzem saberes, conhecimento, e é preciso promover a articulação entre eles o Poder Público, principalmente, o Executivo. Vemos muito candidato falar em ‘dar tiro na cabecinha do jovem’, mas a população, principalmente periférica, não apoia. Não há, na história do Rio de Janeiro, uma política de segurança pública bem-sucedida, que seja referência para essas pessoas.
