O presidente do Atlético-GO, Adson Batista, defendeu publicamente a retirada das casas de apostas do Brasil após a derrota por 1 a 0 para o São Bernardo na 29ª rodada da Série B. A manifestação ocorre em meio a discussões sobre possíveis restrições às plataformas de apostas no país, lideradas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Batista ressaltou a necessidade de respeitar os contratos vigentes com os clubes antes de qualquer mudança.
Posição do dirigente sobre contratos e planejamento
Adson Batista afirmou que os clubes precisam honrar os acordos já assinados com as empresas de apostas. Ele destacou que as parcerias fazem parte de um planejamento financeiro e que a saída das bets deve ocorrer apenas ao término desses vínculos. O dirigente também criticou gastos excessivos e defendeu a readequação orçamentária dos times.
Eu sou contra também as bets. Acho que nós precisamos respeitar os contratos que estão assinados, as placas, porque tudo tem um planejamento. Quando terminarem esses contratos, tira essas bets do Brasil. Vamos tocar nossa vida.
Adson Batista
Impactos no futebol e proteção aos clubes
O presidente do Atlético-GO apontou que a dependência de patrocínios de apostas pode gerar problemas como endividamento e manipulação de resultados. Ele mencionou ainda a importância de preservar a integridade dos contratos atuais para evitar prejuízos aos clubes. A medida, segundo Batista, ajudaria a reduzir casos de jogadores envolvidos em apostas irregulares.
Se as bets saírem, eu acho que é muito positivo, porque vai acabar com esse negócio de jogador de mente fraca se vendendo.
Adson Batista
Além do Atlético-GO, o tema também repercutiu no futebol goiano, com o vice-presidente do Vila Nova, Hugo Jorge Bravo, acompanhando as discussões sobre o futuro dos patrocínios. O debate reflete preocupações mais amplas sobre o papel das casas de apostas no esporte brasileiro.
