Resultados preliminares de uma pesquisa clínica com terapia celular CAR-T Cell, conduzida no Hemocentro de Ribeirão Preto, revelam taxa de resposta de 87,5% em pacientes com linfoma não Hodgkin que não responderam a tratamentos anteriores. O estudo, financiado com R$ 100 milhões pelo Ministério da Saúde, recruta atualmente crianças, adolescentes e adultos com linfoma não Hodgkin e leucemia linfoide aguda. A iniciativa busca oferecer alternativa gratuita pelo SUS para casos sem sucesso com quimioterapia, radioterapia ou transplante.
Resultados preliminares da terapia
Os dados foram apresentados em 10 de junho de 2026 e indicam potencial para reduzir custos em comparação aos R$ 2,5 milhões cobrados na rede privada. A fábrica instalada em Ribeirão Preto possui capacidade para produzir até mil terapias por ano, em parceria com o Instituto Butantan. O projeto integra esforços para ampliar o acesso a tratamentos inovadores no sistema público de saúde.
Posicionamento da Anvisa e acompanhamento
Os resultados são muito animadores e trazem uma esperança para os pacientes que precisam desse tratamento. O Comitê de Inovação, formado pelos diretores da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] reforçou que vai tratar desse produto como um dos produtos inovadores e, com isso, acelerar a avaliação e o acompanhamento que já são feitos permanentemente pela equipe técnica da Anvisa.
Alexandre Padilha
O ministro Alexandre Padilha destacou ainda a necessidade de monitorar os pacientes por pelo menos um ano após a aplicação para avaliar marcadores de segurança e eficácia. A pesquisa continua em fase de recrutamento e integra o portfólio de inovação do governo federal.
Expansão de tecnologias genômicas
O projeto Genomas é um orgulho para o país. O Brasil é um dos países com maior diversidade genômica, segundo dados do projeto. Isso faz com que o Brasil seja um país com grande potencial para o desenvolvimento de medicamentos.
Alexandre Padilha
O mapeamento do exoma, viabilizado por laboratórios parceiros do projeto, passou a ser garantido pelo Ministério da Saúde para todos os centros de especialidades do SUS. Essa tecnologia permite que o diagnóstico de doenças raras em crianças, que antes demorava cerca de sete anos, seja realizado nos primeiros seis meses de vida, antecipando tratamentos e melhorando a qualidade de vida dos pacientes.
